O Papa Leão XIV acaba de escrever uma derrota de 40 páginas sobre a IA

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Ele não se conteve.

O Papa Leão XIV lançou Magnifica Humanitas – espere, sem travessões – intitulado Magnifica Humanitas, ou “Magnifica Humanidade” para os falantes de inglês. São 40 mil palavras de crítica direta à inteligência artificial. Ele está dizendo que isso ameaça o que nos torna humanos. Claramente. Sem adoçar.

Isso não é aleatório. Os papas têm feito isso há séculos. Eles abandonam estes documentos, chamados encíclicas, quando as coisas correm mal no mundo.

Lembra do Rerum Novarum? 1891. Leão XIII disse aos patrões para pararem de preocupar os trabalhadores durante a Revolução Industrial.
Que tal Pacem em Terris? 1963. João XXIII implorou aos líderes mundiais que parassem de apertar botões nucleares durante a Guerra Fria.
Ou Laudato Si? 2015. Francisco gritou sobre o clima.

Agora temos Leão XIV. Um ex-matemático que vê o código abaixo da superfície. Ele alerta que a IA não é apenas uma ferramenta, é uma armadilha para a democracia, a nossa saúde mental e o próprio futuro.

A verdade morre primeiro

A desinformação encontra o seu ala perfeito na IA. O Papa sublinha que os algoritmos não nos mostram apenas más notícias, mas também as fabricam. Imagens manipuladas. Vídeos falsificados. Narrativas tendenciosas inseridas diretamente no seu feed.

Ele diz que a democracia morre de fome quando o pragmatismo substitui a verdade. Não “o que é certo”. Apenas “o que funciona agora”.

É um deslizamento lento. A indiferença à verdade não faz barulho. Abre caminho para o totalitarismo. Leo escreve que nos aproximamos do controle quando paramos de nos importar se os fatos são reais.

“A indiferença à verdade leva… à descida ao totalitarismo.”

Quem controla o feed?

Os chefes das redes sociais têm poder agora. Poder enorme. O Papa diz que eles não deveriam ser guiados apenas por cliques ou anúncios. Eles precisam se preocupar com a dignidade humana.

A internet deve ser um lugar de liberdade interior. Não é uma máquina de distração. Não é um homogeneizador de pensamento.

A comunicação constrói cultura. Se você deixar os algoritmos decidirem a cultura, você a perderá.

O trabalho não é opcional

Aqui está a parte difícil. O lucro não pode justificar a demissão de todos. Leão é claro: a pessoa humana é um fim, não um meio. Você não pode tratar as pessoas como se fossem engrenagens a serem removidas para que a máquina funcione mais rápido.

Os governos precisam proteger os empregos. O emprego não é apenas economia, é um bem primário. Para famílias. Para as sociedades. Remover isso é quebrar o contrato social.

Guerra por Algoritmo

A IA torna a guerra mais rápida. Mais impessoal. Menos humano.

Leo exige critérios antes que um único drone caia. Quem é o responsável? Não apenas o cara que apertou o botão, mas o designer, o treinador, a pessoa que assinou. Cadeia de responsabilidade.

Os alvos devem distinguir entre soldados e civis. As populações indefesas necessitam de protecção. E aqui está a parte inegociável: não é possível automatizar a decisão de matar. A força letal permanece sob controle humano.

Ele apela a um quadro internacional. O fim da corrida armamentista tecnológica. Proteja os civis. Sempre.

A disparidade de riqueza aumenta

A riqueza concentra-se em menos mãos. Diariamente. Mais ainda com IA.

A “mão invisível” do mercado já não basta. Você não pode confiar nisso para corrigir a desigualdade criada por robôs e algoritmos.

Os políticos devem pressionar pelo bem comum. Trabalho digno. Inclusão social. Se a inovação acontecer, todos partilharão os benefícios, não apenas os gigantes da tecnologia.

Escravidão Moderna

O tráfico humano não é coisa do passado. Está on-line. As redes digitais facilitam isso. Pagamentos anônimos. Aplicativos de mensagens. É, como o Papa a chama, uma forma contemporânea de escravidão.

Ignorar isso não é neutro. É cumplicidade. Como os pecados do passado, mas escondidos atrás de telas. A tolerância a essas práticas as justifica.

O custo do pensamento

Os data centers comem a terra. Enormes quantidades de energia. Enorme uso de água. As emissões de CO2 aumentam com cada grande modelo de linguagem que treinamos.

Leo quer soluções sustentáveis. Não apenas servidores maiores. Temos que pensar no ambiente que mantém esses sistemas vivos.

Crianças na mira

A mídia digital cria uma cultura de imediatismo. Hiperestimulação. As crianças se afogam nele.

Decisores políticos, escolas, famílias. Eles precisam de uma aliança. A IA amplifica os perigos que os jovens enfrentam. Predadores usam isso. Perfis falsos. Algoritmos que facilitam o contato perigoso. Imagens e vídeos manipulados para exploração.

Ele alerta contra dar telefones a crianças muito pequenas. Aliciamento online, chantagem, exploração sexual – estes não são casos extremos raros. São características de um sistema que não foi concebido para proteger os vulneráveis.

Estamos parados em uma saliência. O Papa vê a queda. Ele está nos dizendo para não pularmos.