O mito do fio do alto-falante de US$ 7.250: os cabos premium realmente melhoram o som?

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O fio do alto-falante costumava ser gratuito. Em meados da década de 1970, os balconistas de lojas de aparelhos de som distribuíam bobinas de cobre torcido e isolamento de plástico como se fossem doces, na esperança de que você gastasse as economias de sua vida em alto-falantes quadrafônicos que poderiam descascar a pintura das paredes. Você só queria tocar Foghat ou Aerosmith alto o suficiente para sacudir suas costelas. O fio em si? Irrelevante. Era apenas hardware.

Isso mudou.

Entre hoje em uma grande loja de eletrônicos ou navegue em um site de home theater e você ouvirá uma história diferente. Seu receptor de última geração e alto-falantes caros parecerão lixo se você não usar um cabo de áudio premium. Estamos falando de coisas que custam de US$ 20 a US$ 35 o par. Mas se você leva áudio a sério – realmente sério – você pode gastar milhares.

Pegue os cabos ANJOU da Pear Audio. Eles prometem conexão da mais alta qualidade entre seu amplificador e alto-falantes. Eles custam US$ 7.250 por um par de corridas de 3,6 metros.

Esse cabo é realmente melhor? Ou é apenas a nova novidade para os audiófilos?

Como os cabos de áudio transmitem som

A música não viaja pelo ar até sair dos cones dos alto-falantes. Começa como dados digitais em um CD ou stream. Seu receptor decodifica esses dados em um sinal elétrico. Esse sinal viaja através do cabo. Dentro do seu alto-falante, um cone vibra com base nas flutuações dessa eletricidade. O resultado é o barulho da guitarra de Jack White ou dos vocais de Adele.

O cabo é apenas o caminho.

Dentro da capa de plástico geralmente há cobre trançado. O cobre conduz eletricidade. É isso. Cabos de última geração adicionam blindagem. Essa blindagem mantém o sinal elétrico dentro do fio e bloqueia interferências externas, como ondas de rádio ou ruído eletromagnético.

O fio da velha escola exigia que você retirasse o isolamento com uma faca e prendesse o cobre nu em uma braçadeira de mola. Os conectores modernos usam pinos ou plugues. Mais limpo. Mais fácil. Mas a blindagem extra é importante?

O problema da resistência

Num mundo perfeito, um cabo transmite eletricidade com perda zero. A realidade é mais confusa. O metal cria resistência. Parte dessa energia elétrica se perde na forma de calor antes de chegar ao alto-falante. O som não é tão preciso quanto a gravação.

Quanto mais longo for o fio, maior será a resistência.

É por isso que o medidor é importante. Você mede a espessura no American Wire Gauge (AWG). O número é inverso à espessura. Número mais baixo significa fio mais grosso. Fio mais grosso tem menos resistência.

Para percursos abaixo de 80 pés, um fio de calibre 16 geralmente é suficiente. Ele lida com a corrente sem perdas significativas.

Então, por que precisamos de cabos de US$ 7.000?

Se o cobre de calibre 16 funciona para a maioria das pessoas, o que o cabo premium está realmente fazendo? Está reduzindo a resistência além do que o fio padrão pode alcançar? Ou é algo totalmente diferente?

Os cabos premium fazem diferença?

Alguns audiófilos juram por eles. Eles afirmam que esses cabos otimizam a qualidade do som. Eles ouvem detalhes que outros não percebem.

Outros chefes de tecnologia reviram os olhos. Eles consideram isso o maior hype em eletrônicos de consumo desde Vanilla Ice.

O debate não é apenas sobre dinheiro. É sobre física. Cobre é cobre. Resistência é resistência. Mas talvez a blindagem faça diferença em ambientes barulhentos. Talvez os conectores reduzam a resistência de contato nos terminais.

Ou talvez você esteja apenas pagando pela marca.

A resposta pode depender do que você está ouvindo. E onde você mora. E como seus ouvidos são sensíveis.

Não existe um simples sim ou não. Mas há um custo. E o custo pode ser astronômico.

A clareza extra justifica o dinheiro extra?

Ou é apenas um imposto sobre as pessoas que amam mais seus equipamentos do que suas contas bancárias?

O fio ainda é apenas cobre. Mas a história em torno disso ficou cara.

O grande desastre do cabo de áudio

Vamos direto ao assunto. Os fabricantes de cabos de áudio de última geração dirão que comprar menos do que uma fortuna em fios é um insulto pessoal à sua audição. Eles afirmam que você está enganando seus ouvidos. Céticos? Eles chamam isso de boato de marketing. Eles argumentam que a única diferença real entre um cabo de US$ 50 e um cabo de US$ 500 é o preço, não o som.

James Randi, o lendário mágico e cético, na verdade apostou um milhão de dólares. O desafio? Prove que os cabos ANJOU da Pear Audio pareciam superiores a uma marca mais barata. Ninguém pegou o dinheiro. Um crítico sarcástico da Internet foi além, alegando que poderia obter qualidade de som idêntica em cabides endireitados.

Mas nem tudo é óleo de cobra. Wilson Rothman, do Gizmodo, aponta pesquisas que sugerem que cabos premium mantêm melhor a intensidade do sinal. Por que? Materiais. Fios de última geração geralmente usam cobre excepcionalmente puro, prata ou até mesmo metais exóticos como o paládio. Eles são mais condutores do que os cabos padrão em cabos econômicos. Alguns até incluem filtros eletrônicos integrados para eliminar interferências de baixa frequência que não têm nada a ver com sua música.

Então, isso importa? Steve Guttenberg, da CNet, diz que a verdade está em algum lugar no meio. Se você é um audiófilo hardcore com alto-falantes de última geração, poderá notar um som mais limpo e preciso com um cabo de áudio premium. Para todos os outros? Talvez não. É como comprar vinho. Você precisa de uma garrafa de $ 100? A menos que você seja um conhecedor, uma variedade de US$ 10 irá mantê-lo feliz.

Como encontrar os cabos certos para suas necessidades auditivas

Você não precisa gastar milhares para obter um bom som. Mas você precisa fazer escolhas inteligentes. O problema? Você não pode comparar cabos facilmente em uma loja. Os vendedores não permitem que você troque os fios dos mesmos alto-falantes para ouvir a diferença. Então, você tem que confiar nas especificações.

Veja como escolher cabos que cabem no seu orçamento sem sacrificar o desempenho.

Boa condutividade
Você quer um cabo que transmita corrente elétrica com resistência mínima. Procure cabo de cobre multifilamentado sem oxigênio (OFMC). A regra geral: quanto mais grosso, melhor. Isso é especialmente verdadeiro se você estiver passando fios por mais de alguns metros.

Blindagem
A interferência eletromagnética pode arruinar o seu som. Procure pelo menos duas camadas de proteção sob o isolamento. Uma blindagem metálica combinada com uma blindagem trançada é um bom padrão.

Conectores
Esta é a parte que se conecta ao seu equipamento. Conectores banhados a ouro são a escolha certa. O ouro tem resistência elétrica extremamente baixa, garantindo que o sinal se mova do fio para o alto-falante quase sem degradação.

Não pense demais. Gene DellaSala, da Audioholics, observa que um cabo OFMC padrão com AWG de 10 a 12 é adequado para a maioria das salas de estar. A menos que você esteja conectando a Bat Caverna ou o Palácio de Versalhes, provavelmente não precisará de mais nada.

Se você estiver passando cabos por longas distâncias, precisará de fios especializados. O mesmo vale para instalações embutidas na parede ou no chão. Você precisa de cabos classificados para esse uso. Verifique o rótulo para obter a certificação CL2 ou CL3 do Underwriters Laboratories.

O resultado final

É possível ouvir a diferença? Talvez. Vale a pena o preço? Para a maioria das pessoas, provavelmente não. Mas se você estiver construindo um sistema sério, não economize nos fios. Eles são as artérias da sua configuração de áudio. Sangue ruim não flui bem.

Você poderia comprar o cabo mais sofisticado que o dinheiro pode comprar. Ou você pode comprar um fio OFMC decente e gastar o dinheiro economizado em alto-falantes melhores. Qual caminho você escolhe? O equipamento lhe dirá, eventualmente.